Práxis Missional | Raízes Pentecostais

Práxis Missional: relato de campo e reflexão pastoral da FTSA, em acesso aberto

Nem tudo que serve à pesquisa é periódico científico, e confundir os dois é erro de método. A Revista Práxis Missional entra nesta seção com a classificação correta declarada de saída: é publicação institucional de qualidade, não é periódico revisado por pares.

Ela é editada pela Faculdade Teológica Sul Americana e sucede a antiga Práxis Evangélica, que circulou em papel de 2002 a 2017 ao longo de trinta números. Encerrada a edição impressa, o projeto migrou para o formato digital e gratuito, com dez números publicados entre 2018 e 2024.

O critério que a distingue, e por que dizê-lo importa

As orientações de submissão são explícitas: as contribuições são enviadas para avaliação do editor-chefe e do conselho de referência, em ensaios ou artigos de mil e quinhentas a quatro mil palavras. Isso é curadoria editorial, e curadoria editorial é uma coisa; avaliação cega por pares é outra.

A diferença não é burocrática. No duplo-cego, avaliador e autor se desconhecem, e o texto sobrevive ou cai pelo argumento. Na curadoria, um conselho identificado decide o que entra na linha editorial da casa. Ambos os regimes produzem material útil; apenas não produzem o mesmo tipo de autoridade, e o pesquisador precisa saber em qual está pisando.

Onde ela é genuinamente valiosa

Justamente no que o periódico científico costuma não alcançar. Relato de prática missionária, entrevista com quem está em campo, reflexão pastoral escrita por praticante e não por pesquisador: esse material raramente passa por revisão por pares, e sem ele a missiologia vira discurso sobre uma prática que ninguém descreveu.

Para um trabalho acadêmico, portanto, a Práxis Missional funciona melhor como fonte do que como bibliografia. Um relato de prática publicado ali é dado empírico sobre o que a igreja brasileira está fazendo e como o interpreta — e isso se cita como evidência, com a devida identificação do gênero do texto.

Regras de uso

  • Identifique o gênero ao citar. Escreva “relato de prática publicado em” ou “ensaio publicado em”, não apenas “segundo artigo publicado em”. Banca percebe a diferença e valoriza quem a marca.
  • Não a use para sustentar tese doutrinária. Para isso, vá a periódico revisado ou a monografia. Use-a para descrever, não para provar.
  • Cruze com a TeoCon. As duas são da mesma casa e se complementam: uma traz a prática, a outra o tratamento científico.
  • Vale para o estado da arte. Ao mapear o que se discute em missão no Brasil evangélico, dez números seguidos mostram deslocamentos de agenda que nenhum artigo isolado revela.

Não obstante a ressalva metodológica, o acervo está inteiramente aberto, em PDF, sem cadastro. Para quem pesquisa missão a partir do Brasil, é material de campo servido de bandeja.


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